{"id":2031,"date":"2025-09-04T11:20:11","date_gmt":"2025-09-04T15:20:11","guid":{"rendered":"https:\/\/advocacialacerda.com\/blog\/?p=2031"},"modified":"2025-09-04T11:20:11","modified_gmt":"2025-09-04T15:20:11","slug":"renuncia-a-propriedade-imobiliaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/advocacialacerda.com\/blog\/2025\/09\/04\/renuncia-a-propriedade-imobiliaria\/","title":{"rendered":"Ren\u00fancia \u00e0 propriedade imobili\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>No ordenamento jur\u00eddico brasileiro, a propriedade \u00e9 concebida como direito fundamental (art. 5\u00ba, XXII, CF\/88), revestido de prote\u00e7\u00e3o constitucional, mas tamb\u00e9m submetido a deveres, especialmente quanto \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o social (art. 5\u00ba, XXIII, CF\/88). Dentro dessa moldura normativa, o C\u00f3digo Civil disp\u00f5e, em seu art. 1.275, II, que a propriedade se perde, entre outras hip\u00f3teses, pela ren\u00fancia.<\/p>\r\n<p>Trata-se de figura admitida no ordenamento jur\u00eddico brasileiro e aplic\u00e1vel em hip\u00f3teses espec\u00edficas, decorrente de ato volunt\u00e1rio do propriet\u00e1rio, notadamente quando a manuten\u00e7\u00e3o da titularidade do im\u00f3vel se revela invi\u00e1vel sob o prisma econ\u00f4mico ou operacional. Por se tratar de ato de disposi\u00e7\u00e3o de direito real sobre im\u00f3vel, deve ser formalizada por escritura p\u00fablica (art. 108 do C\u00f3digo Civil) e somente produz efeitos perante terceiros ap\u00f3s o competente registro no Cart\u00f3rio de Registro de Im\u00f3veis.<\/p>\r\n<div class=\"quote-wrapper left\">\r\n<p class=\"quote-content\"><span style=\"font-size: 16px;\">N\u00e3o se confunde, conv\u00e9m frisar, com o abandono. Este, diferentemente da ren\u00fancia, pressup\u00f5e aus\u00eancia de posse, omiss\u00e3o prolongada e n\u00e3o formalizada do propriet\u00e1rio, podendo ser presumido, por exemplo, pela inadimpl\u00eancia cont\u00ednua de tributos. J\u00e1 a ren\u00fancia exige manifesta\u00e7\u00e3o expressa e inequ\u00edvoca do propriet\u00e1rio, com efeitos erga omnes somente ap\u00f3s o registro do ato na matr\u00edcula do im\u00f3vel.<\/span><\/p>\r\n<\/div>\r\n<p>Em determinadas situa\u00e7\u00f5es, a ren\u00fancia configura-se como alternativa leg\u00edtima e eficaz para a extin\u00e7\u00e3o da titularidade dominial. As obriga\u00e7\u00f5es pret\u00e9ritas regularmente constitu\u00eddas permanecem exig\u00edveis, ao passo que as futuras, vinculadas \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rio (como ITR, IPTU e cotas condominiais), deixam de ser imputadas ao renunciante a partir do registro. Recomenda-se, inclusive, a comunica\u00e7\u00e3o da ren\u00fancia aos \u00f3rg\u00e3os competentes, a fim de evitar lan\u00e7amentos indevidos.<\/p>\r\n<p><strong>A ren\u00fancia \u00e0 titularidade do direito de propriedade, pode parecer contradit\u00f3ria \u00e0 primeira vista, mas revela-se, na pr\u00e1tica, medida pragm\u00e1tica.<\/strong> Em regra, renuncia-se ao que se tornou um passivo: por exemplo, situa\u00e7\u00f5es em que o propriet\u00e1rio possui apenas o t\u00edtulo, sem qualquer exerc\u00edcio de posse, desconhece a localiza\u00e7\u00e3o do bem e tampouco possui perspectiva de explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\r\n<p>Nesse cen\u00e1rio, n\u00e3o representa um gesto de desinteresse, mas uma rea\u00e7\u00e3o consciente diante da inviabilidade f\u00e1tica ou econ\u00f4mica. O bem, uma vez renunciado, converte-se em res nullius (coisa de ningu\u00e9m), tornando-se apto \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o estatal ap\u00f3s o decurso do prazo legal.<\/p>\r\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio, entretanto, cautela. A ren\u00fancia n\u00e3o pode violar direitos de terceiros nem fraudar credores; a exist\u00eancia de \u00f4nus reais (hipoteca, usufruto, penhora etc.) pode exigir pr\u00e9via baixa ou anu\u00eancia, conforme o caso. Assim, \u00e9 imperioso que o renunciante observe a regularidade do t\u00edtulo. Al\u00e9m disso, por se tratar de ato de disposi\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel, em regra, exige-se a outorga conjugal, nos termos do art. 1.647, I, do C\u00f3digo Civil, salvo as hip\u00f3teses legalmente previstas (como a separa\u00e7\u00e3o absoluta de bens).<\/p>\r\n<p>Em realidades fundi\u00e1rias complexas, com sobreposi\u00e7\u00e3o de registros, georreferenciamento incompleto ou ocupa\u00e7\u00f5es antigas, a ren\u00fancia pode servir, indiretamente, como mecanismo de racionaliza\u00e7\u00e3o patrimonial. Como n\u00e3o envolve transmiss\u00e3o, a escritura de ren\u00fancia n\u00e3o est\u00e1 sujeita \u00e0 incid\u00eancia de imposto de transmiss\u00e3o de bens im\u00f3veis.<\/p>\r\n<p>Verifica-se, portanto, que a ren\u00fancia \u00e0 propriedade imobili\u00e1ria, embora inusual, \u00e9 uma ferramenta leg\u00edtima para os propriet\u00e1rios que, diante de entraves econ\u00f4micos, tribut\u00e1rios ou registrais, desejam, de forma legal e segura, desvincular-se de um im\u00f3vel. Trata-se de medida que exige planejamento, cautela e orienta\u00e7\u00e3o profissional, pois envolve repercuss\u00f5es jur\u00eddicas e tribut\u00e1rias relevantes.<\/p>\r\n\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ordenamento jur\u00eddico brasileiro, a propriedade \u00e9 concebida como direito fundamental (art. 5\u00ba, XXII, CF\/88), revestido de prote\u00e7\u00e3o constitucional, mas tamb\u00e9m submetido a deveres, especialmente quanto \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o social (art. 5\u00ba, XXIII, CF\/88). 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